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domingo, 27 de abril de 2008

Sucessos intermináveis da política desportiva nacional

Três jovens atletas – uma delas criança - obtiveram êxitos desportivos de destaque.
Três mulheres, cada uma, por certo, com a sua história de dedicação e sacrifício para contar, inscrevem o seu nome «no melhor ano do desporto nacional».
Ana Moura, no badminton, do CS Madeira, obtém o apuramento para os Jogos Olímpicos, tendo interrompido o seu curso de medicina para se dedicar à prática desportiva de alto rendimento.
Débora Nogueira, na esgrima, também lá estará.
Vera Miranda, de 14 anos, sagrou-se campeã mundial de distância curta em corrida de orientação, em Edimburgo, representando, em competição escolar, a Escola 2/3 da Sarrazola, de Colares.
Todos estes resultados desportivos, como é óbvio, não têm nada a ver com o esforço e dedicação das atletas, dos pais, dos treinadores ou da escola.
São sim, fruto imediato da política desportiva deste infeliz país e da pujança do desporto escolar nacional.
Política desportiva essa que, simbolicamente, cada vez que há uma manifestação do desporto feminino, marca, de forma indelével, a sua presença, à semelhança, aliás, do que sucedeu no passado em várias provas do Campeonato de Fórmula 1.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Duplas discriminações!

“Parte-se do pressuposto de que uma pessoa deficiente não consegue ser eficiente”

“Lutei para ser equiparada aos ditos «normais»”

“Nunca sonhei com a fama e o protagonismo, mas sonhei ter o meu momento de glória”

Leila Marques
(Atleta Paralímpica – Atlanta/96; Sidney/2000, Atenas/2004)

Em texto anterior prometi discorrer algumas considerações acerca da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos. Não faltarei a este compromisso moral em breve, mas aproveito este momento para me redimir da omissão aos Jogos Paralímpicos, dedicando em exclusivo este breve texto à participação feminina nesta magnífica competição internacional.
Fá-lo-ei partindo de um caso de vida exemplar, a que poderíamos juntar o ensinamento de muitos outros, como o de Susana Barroso (Natação - 3 medalhas de prata nos JO de Atlanta/1996 e Sidney/2000 e 3 medalhas de bronze nos JO, Barcelona/1992 e Atlanta/1996); Olga Pinto (Atletismo – 2 medalhas de ouro, 1988); Maria Melo e Cristina Gonçalves (Boccia – respectivamente, medalha de ouro nos JO, Seoul/1988 e medalha de ouro nos JO, Atenas/2004); Maria Odete Fiúza (Atletismo – Atlanta /1996, Sidney/2000, Atenas/2004) ou Maria João Morgado (Natação – Sidney/2000, Atenas/2004), sem menosprezo pelos demais.

Nos contactos que mantive nos últimos meses com a Leila Marques, uma nadadora excepcional, médica de profissão e catedrática na estruturação do pensamento e da consciência social das pessoas portadoras de deficiência, cimentei ainda mais a convicção de que todos nós, naturalmente uns mais do que outros, somos profundamente discriminatórios para com as pessoas portadoras de deficiência. Entre muitos outros exemplos, basta darmos uma leitura em sentenças de tribunais (e pasme-se, mesmo oriundas de tribunal superior como o Tribunal Constitucional); basta referirmos as disparidades entre as bolsas de alto rendimento que são atribuídas aos/às atletas paralímpico/as e aos/às olímpicos/as; basta equacionarmos as insuficiências estruturais quanto às acessibilidades nas infra-estruturas desportivas, nos edifícios e arruamentos em geral (públicos ou privados), para nos apercebermos de quão injusta, discriminatória e anti-humanitária continua a ser a nossa sociedade para quem necessita de especial atenção.

Quem participou no Fórum promovido pela Associação Portuguesa Mulheres e Desporto, realizado no dia 29 do mês passado no COP, ter-se-á apercebido da dimensão e complexidade da problemática da inclusão das pessoas portadoras de deficiência e do insofismável contributo do desporto para a vida destas pessoas. Contudo, não chega ficarmos pela fase do diagnóstico, sendo este a maior parte das vezes inacabado e imperfeito, nem pelo testemunho e pela denúncia de discriminações sociais e desportivas que se apresentam como duplamente penalizantes para as pessoas com deficiência. Temos de avançar para a operacionalização real de políticas desportivas consubstanciadas em metas e programas concretos, que podem gerar a mudança qualitativa na vida social e desportiva das pessoas com deficiência.

Quem sabe se em futuras campanhas como as que estão a ser promovidas pelo Ministério do Turismo (Retratos da Costa Oeste da Europa por Nick Knight) veremos uma estrela dos/as paralímpicos/as a “diminuir o défice de imagem que o país tem no exterior” e a ser considerada “exemplo de portugueses de excepção”. Ou ainda melhor, quem sabe se uma ínfima parte dos recursos públicos (como os gastos nesta campanha…) se destinará ao Comité Paralímpico de Portugal, para que deixe de ser apenas uma aberração jurídica da nossa Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (vide artigo 13.º da Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro) e passe a ser uma realidade associativa nascida da vontade dos particulares que se desejem comprometer com um projecto sócio-desportivo consistente e estruturado.

Sem utopias, desejamos vivamente, num futuro bem próximo, ver os vários ministérios com responsabilidades nesta matéria, assim como as organizações desportivas e a sociedade civil, empenhados conjuntamente em acções promotoras de uma melhor qualidade de vida dos/as atletas paralímpicos/as e da sua preparação para os Jogos Paralímpicos.

Para finalizar, não podemos deixar de enaltecer o trabalho da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD), entidade responsável pela representação portuguesa nos Jogos Paralímpicos de Barcelona/92, Atlanta/96, Sidney/2000 e Atenas/2004, em modalidades tão diversificadas como Atletismo, Boccia, Futebol de 7, Natação, Ténis de mesa, Basquetebol e Equitação.

Aguardamos com expectativa a participação portuguesa nos próximos Jogos decorrente do Projecto Pequim 2008. No entanto, estou certa de que estes jogos, assim como outras competições, devem sobretudo valer para que todos/as sejam melhores amanhã do que foram hoje e, parafraseando a Leila Marques, acreditemos que “Há lugar para todos nesta sociedade. Mas antes de mostrar aos outros o que quer que seja, devemos dizer a nós próprios que somos capazes.”

segunda-feira, 31 de março de 2008

Descubra as diferenças…

Nos próximos dias discorrerei algumas considerações acerca da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos, com particular enfoque na participação das raparigas e mulheres que, como é sabido, intervieram pela primeira vez em 1952 nos Jogos da XV Olímpiada, Helsinquia, isto é, 40 anos depois da primeira participação dos homens portugueses (1912). Imortalizaram-se, deste modo, as três ginastas então estreantes, Dália Cunha, Natália Cunha e Laura Amorim.

De então para cá, a participação feminina registou uma evolução progressiva, ainda que, sublinhe-se, tais desenvolvimentos tenham sido muito lentos, recheados de escolhos e estereótipos que só a determinação e a perseverança humana, e sobretudo a de muitas mulheres, têm permitido derrubar.
Este não é, infortunadamente, um problema sócio-desportivo apenas de foro nacional!
Contudo, outros países e continentes já despertaram, e há muito…, para a busca de soluções, para a convergência de interesses e para a concretização de planos concretos para minimizar as diferenças de oportunidades e as muitas discriminações ainda existentes no plano desportivo entre homens e mulheres. Portugal, mais uma vez, e também neste domínio, se apresenta anémico e pouco consequente nas políticas públicas transversais a ele respeitantes, seja ao nível do desporto, da juventude, da educação, da reabilitação, do turismo, entre muitos outros...
Não subestimamos, igualmente, os maiores investimentos e esforços que deveriam existir por parte das organizações desportivas privadas no sentido de garantir e preservar um acesso e desenvolvimento do desporto em igualdade de oportunidades entre rapazes e raparigas, mulheres e homens.

Contudo, tem o Estado português, tal como consignado na Constituição da República Portuguesa (conjugue-se a leitura, entre outros, dos artigos 9.º, 13.º, 64.º, 70.º, 71.º e 79.º) e reforçado na Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (vide, artigos 2.º, 3.º, 6.º da Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro) cumprido as suas incumbências nesta matéria?

Não será difícil responder a tal questão. Vejamos, a contraponto, e a título meramente exemplificativo, o clip que anexamos a este texto, para retermos preocupações de outros países neste domínio, assim como o apoio expresso pelo governo inglês à Women's Sport and Fitness Foundation.

Depois desta visualização, recreemo-nos “procurando as diferenças”…


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Uma mulher do Direito do Desporto

A Maria do Carmo Albino concluiu hoje a sua licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A Maria do Carmo Albino é uma funcionária pública com uma carreira de muitos anos na Administração Pública Desportiva. E, na sua actividade profissional, tem demonstrado um carinho e uma competência muito especiais pela documentação jurídico-desportiva.
A ela se deve - como sempre afirmo aos meus alunos - o melhor das páginas web do Instituto do Desporto de Portugal e agora também da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto: um cuidadoso e exaustivo registo da mais importante legislação desportiva em vigor.
Trata-se de instrumento de trabalho de valor incalculável e que, estou certo (sem desprimor por todos os que eventualmente congreguem ou venham a congregar esforços nesse trabalho), não será o mesmo (se e) quando a Maria do Carmo Albino deixar de o fazer.
A Desporto&Direito. Revista Jurídica do Desporto, também conta, desde o seu primeiro número, com a crónica de legislação da Maria do Carmo Albino e, por essa razão, tem um valor acrescido.
Hoje foi um bom dia para o Direito do Desporto pátrio.

domingo, 13 de janeiro de 2008

“People may learn from my mistakes”

Quando li a condenação da ex-velocista americana Marion Jones, logo de imediato relembrei o perjúrio cometido por Bill Clinton no seu envolvimento com Monica Levinski e, no sector desportivo, tantas outras mentiras sustentadas durante anos por diversos atletas negando o uso de substâncias dopantes e confessadas ulteriormente por alguns deles, como por exemplo o ciclista dinamarquês Bjarne Riis. Relembrei também o recente relatório do antigo senador dos EUA George Mitchell acerca da realidade o doping na liga profissional de basebol, e que confirma o que muitos de nós já não ignoramos, isto é, que o desporto americano de alto rendimento está atulhado de esteróides.
Bem sabemos que a sentença do tribunal de Nova Iorque que determinou uma pena de prisão efectiva de seis meses, mais dois anos de pena suspensa e 400 horas de trabalho comunitário, está para além do plano desportivo e reporta-se a crimes de perjúrio e fraude bancária cometidos por Marion Jones. Porém, não os podemos dissociar do problema de fundo que é a malha negocial sem fim, dominada por máfias de droga e industrias farmacêuticas, que vive dos êxitos desportivos urdidos estrategicamente em teias complexas, envolvendo organizações desportivas, treinadores, dirigentes, médicos, investigadores, empresários e, claro está, os praticantes desportivos que, de uma forma geral, são os que acabam na fogueira.
Marion Jones, a rainha da velocidade, teve pés de barro, mas a sua saga desportivo-criminal, na qual estiveram envolvidos directamente treinadores e maridos, aponta para já apenas uma responsável. O rei vai nu e continuará a seu maravilhoso passeio, porque, provavelmente, até nós espectadores já só nos aconchegamos no sofá para nos extasiarmos com provas, jogos e espectáculos que muito dificilmente estarão “inteiramente limpos”. Por isso e por muito mais, começa a ser urgente debater o doping sem demagogias nem falsos moralismos.

domingo, 16 de dezembro de 2007

FAP: 20 anos sem planeamento

Ultimamente este blog tem proporcionado reflexões variadas acerca do planeamento e estratégia no desporto. Assim, procurarei sinteticamente contribuir para esta discussão com um exemplo prático, paradigmático da ausência de qualquer planeamento estratégico nacional.
Em 1988, participei pela selecção nacional de andebol no Mundial C, em Dreux, (época em que ainda se disputavam os mundiais em 3 níveis – A, B, C). O objectivo de França, segundo o que os seus dirigentes de então me transmitiram, era ascender ao Mundial A e participar nos Jogos Olímpicos. Com idênticas pretensões também os nossos dirigentes nos fizeram sonhar…
Em 1999, França classificava-se no 2.º lugar do Mundial (já apenas num único nível competitivo) e em 2003 sagrava-se Campeã do Mundo. Em 2006, 3.ª classificada no Campeonato da Europa e nos Jogos Olímpicos de 2004 atingia o 4.º lugar. Hoje, termina mais um campeonato do mundo organizado em França e para o ano de 2008 já se anuncia neste país uma competição feminina profissional organizada pela Liga.
Portugal, evidentemente, de sonho em sonho, de projecto em projecto, apenas “vendia e continua a vender ilusões”. Nunca existiu qualquer planeamento estratégico para o desenvolvimento da modalidade no sector feminino, quer ao nível da prática desportiva em si, quer ao nível da formação sustentada de treinadores/as e dirigentes. E, na verdade, a escassez de recursos financeiros nem seria a desculpa, já que ao longo dos anos têm sido desbaratados milhões de euros com sucessivas apostas frustradas de alcançar o top internacional no sector masculino.
Claro está que a selecção feminina absoluta de andebol nunca participou nem nos Mundiais, nem nos Europeus, nem nos Jogos Olímpicos. E, incrivelmente, vivem-se tempos de euforia na selecção feminina por ter sido apurada para a fase de play-off de acesso ao próximo Europeu.
Em suma, em 20 anos, a FAP, presidida continuamente pelo mesmo dirigente, gerou e aplicou dinheiros públicos sucessivamente, sem ser avaliada pelo trabalho desenvolvido. Para quê o planeamento estratégico, para quê melhorar as competências e a produtividade quando a gestão corrente e doméstica chega para preservar o poder?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Do Desporto ao Direito e de volta ao Desporto (acompanhada pelo Direito)



Numa recente ida à Faculdade de Motricidade Humana constatei que alguns alunos visitam este espaço e dele retiram utilidade.
Daí que dedique este texto aos alunos das escolas superiores de desporto.

Ente 1978 e 1981 praticou voleibol; entre 1977 e 1993, também praticou andebol; foi internacional A em mais de 90 jogos; foi treinadora e seleccionadora de andebol de várias selecções femininas a nível regional; foi treinadora de crianças; foi dirigente desportiva.

Licenciou-se em Educação Física, na Universidade do Porto, em 1988; licenciou-se em Direito em 1997; alcançou o grau de mestre em Gestão desportiva com classificação final de Muito Bom, no ano de 2001; “tirou” uma pós-graduação em Direito do Desporto, em 2002; foi docente de educação física em escolas secundárias; foi monitora no ISEF da UP, foi assistente convidada do ISMAI; foi advogada; foi docente de mestrados na Faculdade de Desporto da UP; é casada; tem um filho.

No passado dia 13, no dia da assinatura do Tratado de Lisboa, tenha lá o valor que tenha para as nossas (vossas) vidas, concluiu com êxito as provas de doutoramento em Ciências do Desporto (Gestão Desportiva), na sua Faculdade.

Foi e é assim a Maria José Carvalho.

E o princípio que a norteou encontra-se bem retratado num tema de um grupo para muitos de vós desconhecido – bem como para ela –, os Sparks.

How do I get to Carnegie Hall?
Practice, man, practice

Lil’ Beethoven
An album by Sparks
2002

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

As associações das pessoas com deficiência dizem que o dia de hoje não tem muito para comemorar, pois “o panorama da situação actual e do futuro próximo não podia ser mais desolador", nomeadamente a nível da educação, do emprego, das prestações sociais e fiscais, das barreiras físicas e de informação nas ruas e nos edifícios públicos.
Todos temos a convicção que não se trata de mera retórica associativa, por isso num enquadramento social das pessoas com deficiência envolto em tamanhas dificuldades, o desporto tem marcado pontos e muitos mais ainda poderá marcar, no sentido de contribuir para a felicidade de muitas delas.
Hoje, destaco uma das muitas lições de vida que recebemos das pessoas portadoras de deficiência e abro neste espaço esta temática para ulteriores reflexões. Por isso:
- Quando tiver dias em que o acordar seja difícil;
- Quando imaginar que consegue tudo sem precisar da família, dos amigos e das instituições;
- Quando a luz de que necessita estiver longe...
Veja e recomende este vídeo, por favor!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

As poderosas e o meu pesadelo…

Ontem, pela manhã, ao actualizar a informação da estrutura orgânica do desporto nos governos dos países vizinhos deparei-me com uma Ministra espanhola a tutelar o Ministério da Educação e Ciência, no qual se localiza o desporto, e uma Ministra francesa responsável pelo Ministério da Saúde, da Juventude e dos Desportos. Quando regressava do almoço fui acompanhada no percurso até ao trabalho pela nossa campeã Naide Gomes em entrevista na TSF. Logo me ocorreram outras tantas heroínas desportivas, como a Susana Feitor, a Telma Monteiro, a Rosa Mota, a Leila Marques, a Fernanda Ribeiro, a Ticha Penicheiro, a Vanessa Fernandes, a Aurora Cunha, etc., que representam autênticas pérolas num quadro deveras cinzento da representatividade das mulheres nos diversos níveis de participação no desporto pátrio.
Devido às competições europeias, acabei o dia a jantar com amigos doentes pelo futebol, os quais me informaram, sem se coibirem de revelar o seu espanto, que o Roma que defrontará o Sporting tem como administradora uma mulher de armas e que outras áreas, entre as quais, a das finanças, a da comunicação e do marketing, são igualmente lideradas por mulheres. Claro que algumas das mulheres presentes, logo atacaram com imensas “poderosas”, como Angela Merkel ou Benazir Bhutto, até que alguém finalizou esta conversa parafraseando o “baixinho” – Habituem-se
Quando me deitei, o meu inconsciente, provavelmente por ter sido enxofrado todo o dia por “tanto poder feminino”, levou-me para um sonho cómico: a primeira reunião do Conselho Nacional do Desporto composta pelos seguintes elementos:
30 Mulheres e 2 Homens, designadamente:
.A Secretária de Estado da Juventude e do Desporto (a presidir);
.A Presidenta do IDP;
.Oito mulheres representantes de Ministérios, das Regiões Autónomas e da Associação Nacional de Municípios Portugueses;
.A Presidenta do Comité Olímpico de Portugal;
.A Presidenta da Confederação do Desporto de Portugal;
.A …
.A …
.O Presidente da Associação Nacional de Adeptos (provavelmente por ter sido uma das poucas entidades presididas por homens que foi olvidada para a composição deste Conselho);
.Um elemento de reconhecido mérito no âmbito da actividade desportiva (Ricardo Araújo Pereira, insigne colunista desportivo).
7h, UFA! Acordei do pesadelo… e ainda um pouco estremunhada tentei imaginar o cenário. Impossível tarefa face ao nosso modelo organizacional desportivo, ainda na fase da pré-história.
Enfim, estamos salvas/os…! E hoje é um outro dia…

Nota: Desejo, sinceramente, bom trabalho para as duas mulheres que integram o CND.