terça-feira, 28 de agosto de 2012
O efeito limite
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josé manuel constantino
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domingo, 19 de agosto de 2012
Pedido:período de nojo
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jorge bento
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
A Lázaro o que é de Lázaro (*)
Texto da autoria de Gustavo Pires, cuja autorização de publicação se agradece.
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josé manuel constantino
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
O importante é participar ou Portugal ao nível do Chipre,Gabão ,Guatemala e Montenegro
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josé manuel constantino
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
O outro lado da festa
Texto publicado no jornal Diário de Notícias em 1 Agosto 2012
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josé manuel constantino
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Endireitar as veredas para a "mudança de paradigma"
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João Almeida
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Deslize ou intencional?
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josé manuel constantino
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Em tempo de férias
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josé manuel constantino
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Expetativas Olímpicas de Portugal em Londres 2012
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José Manuel Meirim
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domingo, 1 de julho de 2012
Cristiano Ronaldo porta-estandarte em Londres
Na verdade, o Governo (?) deste infeliz país, na pessoa do secretário de Estado Mestre Picanço, enviou uma missiva ao Chefe de Missão aos Jogos Olímpicos - e presidente da Federação Portuguesa de Canoagem - transmitindo todo o sentir da Região Autónoma da Madeira no sentido de um seu atleta ser o porta-estandarte.
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José Manuel Meirim
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terça-feira, 24 de abril de 2012
No Olimpo os deuses devem estar loucos
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josé manuel constantino
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quarta-feira, 28 de março de 2012
Rumo a Londres 2012
A 4 meses dos Jogos Olímpicos de Verão, julgo ser interessante fazer uma retrospetiva das participações portuguesas, com o objetivo de se poderem tirar algumas conclusões.
No final, julgo ser possível fazer uma previsão das expetativas aceitáveis para os Jogos que se avizinham.
Portugal participou até agora em 22 edições dos Jogos Olímpicos de Verão, entre 1912 e 2008.
Nessas 22 participações ganhou 22 medalhas, o que dá uma média de uma medalha por participação.
Foram conquistadas 4 medalhas de ouro (todas do Atletismo), 7 de prata e 11 de bronze.
Das 22 medalhas, 10 foram conseguidas pelo Atletismo.
Além do Atletismo, mais sete modalidades conseguiram medalhas: Vela (4), Equestre (3), Ciclismo (1), Esgrima (1), Judo (1), Tiro – Fosso Olímpico (1) e Triatlo (1).
Em termos de medalhas, o máximo que Portugal conseguiu numa edição foram 3, em apenas duas edições: 1984 (Los Angeles) e 2004 (Atenas).
Em 9 edições, Portugal não conseguiu qualquer medalha.
Se considerarmos as medalhas e o número de pontos obtidos (do 1º ao 8º lugar), sendo 8 para o 1º e 1 para o 8º, vejamos as melhores participações:
Atenas 2004: 3 medalhas, 42 pontos;
Los Angeles 1984: 3 medalhas, 26 pontos;
Atlanta 1996: 2 medalhas, 33 pontos;
Sydney 2000: 2 medalhas, 30 pontos;
Pequim 2008: 2 medalhas, 28 pontos;
Montreal 1976: 2 medalhas, 19 pontos;
Londres 1948: 2 medalhas, 17 pontos.
As piores participações, com 0 medalhas:
Estocolmo 1912: 0 pontos;
México 1968: 0 pontos;
Moscovo 1980: 0 pontos;
Munique 1972: 3 pontos;
Antuérpia 1920: 5 pontos;
Tóquio 1964; 5 pontos;
Los Angeles 1932: 6 pontos;
Melbourne 1956: 7 pontos;
Barcelona 1992: 8 pontos.
Modalidades que conseguiram mais pontos:
Atletismo: 98;
Vela: 79;
Equestre: 42;
Esgrima : 19;
Judo: 14;
Vólei de Praia: 10.
Atendendo ao número de medalhas e pontos e o número de participações, Portugal é o país mais fraco da Europa em resultados olímpicos, com população superior a 3 milhões de habitantes e apenas devido à Albânia, pois de resto só está acima dos microestados com menos de 500 mil.
Tomando como base os resultados obtidos no passado e a fraca tradição desportiva nacional e tendo em consideração o panorama atual das modalidades e atletas já qualificados e eventualmente a qualificar, é possível fazer um prognóstico global quanto a expetativas realistas:
Dificilmente Portugal ganhará uma medalha e é improvável que ultrapasse os 15 pontos.
Esta previsão reflete o desinteresse com que o país sempre olhou e olha para os Jogos Olímpicos, revelando uma enorme incapacidade de organização profissional e responsável, salvo raríssimas exceções.
A nível governamental, reina o desconhecimento sobre a matéria e a profunda crise financeira que o país atravessa será invocada para justificar uma crescente decadência do desporto olímpico.
A população desportiva, nessa altura, estará preocupada com o Europeu de Futebol e com a aquisição de reforços futebolísticos.
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José Manuel Meirim
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domingo, 4 de março de 2012
De quantas éticas se faz o desporto?
2. Logo na pomposa cerimónia de apresentação do PNED, o ministro Relvas, "irritado" com as referências a insultos racistas no jogo FC Porto-Manchester City, foi peremptório: "Se há país que não recebe lições de ninguém em matéria de racismo ou xenofobia, é Portugal. Não podemos permitir insinuações de outros povos que não têm a frontalidade de assumir a aproximação cultural e a nossa tradição universalista." E acrescentou: "Portugal pede meças a todos os outros povos do mundo no que toca a fenómenos de violência e corrupção no desporto." Peremptória, perigosa e "criminosa" ignorância.
3. Prosseguindo. Aquele que quer ficar na história como uma espécie de Pierre de Coubertin português, o secretário Mestre Picanço, lá foi adiantando: "[O PNED] é um documento de todos nós, com vista ao fomento da cidadania e respeito, no que o desporto é paladino, sendo portador de valores humanísticos e sentido ético, além dos valores morais associados e que convergem para práticas multidisciplinares."
E, para concretizar este desígnio nacional, Mestre Coubertin tem uma Comissão de Honra e Embaixadores da Ética Desportiva. Tem até um Provedor da Ética no Desporto. E quem é esse provedor? Nem mais nem menos que um dos candidatos à presidência do Sporting nas últimas eleições. Adivinhem quem se encontrava na sua lista? Mestre Coubertin, pois claro.
4. Omnipresente, verdadeira musa de Mestre Coubertin, lá está o presidente do Comité Olímpico de Portugal e de tantas outras coisas. Entre essas, naturalmente, o Conselho para a Ética e Segurança no Desporto, secção do Conselho Nacional do Desporto. Ora, recentemente, com a chancela da Secretaria de Estado, Vicente Moura distribuiu, para análise, a algumas entidades, um "Modelo de Regulamento da Prevenção da Violência". Todo o texto é digno de ser lido. Agora, porém, pelo seu "elevado sentido ético", transcreva-se parte do seu artigo 3.º (Princípios) "As pessoas referidas no artigo anterior [todo o universo desportivo e para além dele] devem pautar a sua conduta, tanto na actividade desportiva, como na vida quotidiana, por um conjunto de princípios. E, de entre eles, o da neutralidade política e o do olimpismo." Como é que é, falsos arautos da ética? Na vida quotidiana?
5. Desejamos que a página do PNED nos dê conta da lista dos Embaixadores da Ética Desportiva. Não é difícil adivinhar, contudo, que lá encontraremos presidentes de federações desportivas e, seria uma injustiça de bradar aos céus, o chefe da Missão Olímpica Londres 2012, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.
Portugal tem em Fernando Pimenta uma das afirmações de excelência desportiva internacional. O atleta há muito tempo que aguarda uma decisão de um recurso que apresentou junto do Conselho de Justiça dessa federação. Um destes dias, como manifesta forma de controlar, amordaçar e quebrar a personalidade e a dignidade do atleta, a poucos meses dos Jogos, Fernando Pimenta recebeu uma nota de culpa onde se invocam pretensas infracções disciplinares cometidas em 2009. 2009!
6. Cito Millôr Fernandes e com ele concordo em absoluto: precisamos de um código de falta de ética.
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José Manuel Meirim
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
"Quando não se sabe para onde vamos, qualquer caminho serve"
Foi também nesta colectividade desportiva um tema candente, analisado sob diversos ângulos no tempo próprio. Não se pretende voltar a ele, nem tão-pouco recensear posições pró e contra a definição de objectivos desportivos, mas tão só relembrar os ensinamentos recolhidos por quem mais activamente participou na contratualização com o Estado da participação portuguesa em Pequim 2008 e, neste ano, em Londres 2012:
«Depois do fracasso em Pequim2008 quanto às metas traçadas para a conquista de quatro a cinco medalhas -- o que chegou a estar escrito e contratualizado com o Instituto do Desporto de Portugal -- Vicente Moura diz que já não comete o mesmo erro.
“Desta vez isso não acontece: o programa que assumi com o governo não prevê lugares de pódio, prevê boa representação, condigna, etc... mais atletas, talvez mais modalidades, mas não mais do que isso”, justificou o presidente do COP.
O passado foi pedagógico e Vicente Moura referiu que não cairá no mesmo erro, depois da experiência em Pequim, onde acabou por ver apenas Nélson Évora (medalha de ouro no triplo salto) e Vanessa Fernandes (prata no Triatlo) conquistar medalhas.»
As palavras prudentes parecem reter a aprendizagem dos tempos vividos. Não repetir o mesmo erro (!?). Não mais falar em medalhas ou qualquer outro objectivo desportivo. Apenas uma “representação condigna”. Foi esse o compromisso assumido com o Estado português num valor global de 14,6 milhões de euros.
“Quando não se sabe para onde vamos, qualquer caminho serve”.
Este célebre adágio popular não é qualquer critica sobre uma aprendizagem que tende a renunciar a objectivos desportivos precisos sobre a nossa participação em Londres, antes consta da recente proposta de um Plano Integrado de Desenvolvimento Desportivo 2012 -2022 apresentada ao Governo.
Nela se pode ler:
“Este desiderato estratégico deve constituir o eixo central da política desportiva para a legislatura, implicando o envolvimento colectivo de diversas entidades intervenientes no sector ou com este relacionadas, desde federações desportivas aos Municípios e ao Sistema Educativo, a fim de promover estudos técnicos que garantam um verdadeiro e credível diagnóstico da realidade actual e estabeleçam objectivos de médio e longo prazo para aproximar Portugal da vanguarda do conhecimento e do valor ambicionados pela comunidade”
Continua assertivamente:
“Nestas circunstâncias, anima-nos a convicção segundo a qual é decisivo que o Governo assuma o compromisso de encetar estudos e alocar os recursos susceptíveis de enformarem os objectivos do desporto português para a próxima década…”.
Concluindo firme:
“Estabelecido o Plano Integrado do Desenvolvimento Desportivo 2012-2022, onde se encontrassem vertidos os objectivos gerais e intermédios, dando-lhes ampla divulgação junto da opinião pública, importaria que todos os intervenientes assumissem o compromisso de concretizar as metas traçadas”
Ah! Esta proposta, por certo fruto de uma profícua aprendizagem com os erros do passado, foi apresentada ao Governo Português pelo COP, e assinada por alguém que em tempos formalizou um compromisso com o Estado de concretizar os objectivos desportivos expressos num contrato programa, e que, não repetindo duas vezes o mesmo erro, define agora para metas em Londres 2012 a objectivável “representação condigna”.
De facto, “quando não se sabe para onde vamos, qualquer caminho serve”…
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João Almeida
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Se me derem dinheiro, eu apoio
Porque razão, então, este meu registo?
Prende-se com o objecto do contrato.
A verba destina-se a executar um “programa de apoio ao funcionamento do Gabinete de Apoio ao Atleta Olímpico”.
Como nasceu a «coisa»?
Lê-se nos considerandos do contrato que a Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), propôs ao Comité Olímpico de Portugal (COP) a criação desse gabinete, com o objectivo de cumprir o “objecto estatutário” que se prende com a “defesa dos interesses e a melhoria das condições de exercício da actividade dos atletas olímpicos”
Por outro lado, adita-se, a CAO integra o COP, “e embora goze de autonomia relativa à prossecução da missão estatutária do Comité, não detém personalidade jurídica, estando, no entanto, representada na Assembleia Plenária do Comité Olímpico de Portugal e tendo também o seu presidente direito participar nas reuniões da Comissão Executiva do Comité Olímpico de Portugal quando sejam tratados assuntos específicos para os atletas olímpicos”.
Em bom rigor, assim o julgamos (mas estamos, totalmente errados), que sentido faz o Estado financiar o COP nesta matéria?
Ao invés, não caberia ao COP tomar de peito aberto este encargo magnânimo?
Imagino só o esforço que os atletas não devem ter tido para chegar aqui.
Mas nem tudo são rosas para o COP neste contrato.
Com efeito, pode haver cancelamento desta comparticipação financeira no caso de incumprimento pelo COP, da legislação sobre a violência no desporto (em sentido lato) e do regime jurídico relativo ao acesso e exercício da actividade de treinador de desporto (?).
Valha-nos isso.
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José Manuel Meirim
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
A cidadania como negócio
A oportunidade de um período de menor labor, conduziu-nos à leitura – e muito dela andávamos afastados – de um artigo de Ayelet Shachar, professor da University of Toronto Faculty of Law, publicado recentemente na prestigiada The Yale Law Journal.
“Picking Winners: Olympic Citizenship and the Global Race for Talent” é o bem sugestivo título do texto.
O autor, neste extenso artigo, coloca-nos, de forma simples, perante um conjunto de «evidências» que vão brotando do mundo do desporto, pegando na cidadania olímpica – isto é, num dos requisitos de elegibilidade dos atletas para participar nos Jogos (ser nacional de um país) –, como um dos exemplos mais expressivos da actual transformação da noção de cidadania: a cidadania (ou a «oferta» da cidadania) como elemento de recrutamento de pessoas e factor fundamental na competitividade entre países.
Citando um outro investigador, o autor adianta que o elemento essencial da competitividade a nível global não é mais a troca de bens e serviços ou os fluxos de capitais, mas a competitividade “for people”.
Os Estados Unidos da América são um dos mais enérgicos exemplos na «troca» de passaportes por medalhas olímpicas.
Mas o que cativa uma pessoa do Direito ou uma pessoa do Desporto, é a postura do autor que vê na cidadania olímpica – ou mesmo na cidadania desportiva – um campo de análise preferencial para o estudo do futuro da cidadania num mundo globalizado e interconectado.
Somente como uma «deixa» para aguçar o apetite pelo excelente texto, refira-se o grande paradoxo registado por Ayelet Shachar:
“É em nome do sentimento de orgulho nacional e da reputação nacional que os funcionários governamentais agilizam a aquisição da cidadania àqueles dotados de talento excepcional. Esta prática leva a situações potenciais em que indivíduos servem como embaixadores desportivos de uma nação relativamente à qual não têm se não ténues ligações e em certos casos, em cujo território nunca colocaram o pé”.
Todavia, esta erosão da cidadania como parte de uma comunidade, via esperança de um país, é levada a cabo em nome da promoção do interesse nacional do país recrutador.
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José Manuel Meirim
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Participação olímpica e objectivos desportivos
Quem define e quem conhece esses objectivos são as modalidades, os atletas e respectivos treinadores. Os objectivos não são um palpite, uma presunção, nem a manifestação de um desejo. Atentas as circunstâncias concretas são um sentido para qual os atletas se preparam. Se depois, é ou não alcançado é uma outra questão. Em toda a preparação/participação desportivas há objectivos que são alcançados e outros que o não são. E, por vezes, são alcançados objectivos que não foram previstos e outros cuja previsibilidade de acontecer era elevada e afinal não aconteceram. A natureza de uma competição desportiva comporta um certo grau de imprevisibilidade. A única maneira de o evitar é o de não ter objectivos ou, tendo-os, não os divulgar. A primeira solução é inaceitável. A outra só seria aceitável num contexto em que não tivessem em causa razões de afirmação externa em que se depositam expectativas e recursos públicos que não devem ser elencados e afectos a lógicas de preparação desportiva sem objectivos.
Quem deve definir os objectivos de uma participação olímpica? Deverá se o respectivo comité olímpico após trabalhar esses objectivos com as federações das modalidades participantes, desejavelmente num quadro de discussão e avaliação técnicas. A decisão sobre os objectivos desportivos não é uma matéria natureza institucional, no sentido de poder ser uma decisão à revelia das federações desportivas envolvidas. A sua definição, determinação e quantificação não podem ser da responsabilidade de uma instância administrativa. Trata-se de uma matéria do foro técnico e é nesse ambiente que o assunto tem de ser definido. Excluir as modalidades e os técnicos dessa discussão é um absurdo. Não tem qualquer sentido. É não entender o papel dos técnicos e dos atletas Porque são eles que sabem, que conhecem, aquilo para que estão a trabalhar .
Colocar o problema nestes termos é tratar com um mínimo de rigor e objectividade uma qualquer preparação desportiva que visa a participação nuns jogos olímpicos. Sem dramatismos e com algum sentido pedagógico, designadamente explicando junto da opinião pública os objectivos desportivos que se perseguem, mas também o carácter aleatório e de imprevisibilidade que rodeia o seu sucesso desportivo. É preferível esta opção a uma outra em que se arredonda o discurso em termos de objectivos vagos e imprecisos. A primeira é uma atitude responsável. A outra uma demissão de responsabilidades
De resto, se consultarmos programas de preparação desportiva com vista á participação olímpica em outros países, constatamos que existem objectivos, que estão quantificados e que permitem no final, avaliar, se sim, ou não, esses objectivos foram atingidos. Sem queixumes. Com elevação.E sentido de responsabilidade.
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josé manuel constantino
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Londres 2012: Uma competição sem importância
Este país está cada vez mais futebolizado.
A cultura desportiva, em vez de crescer e melhorar, é cada vez mais frágil.
O interesse da população em geral no que respeita ao desporto, ao que parece, limita-se à vida de José Mourinho, Cristiano Ronaldo, e ao momento dos 3 grandes (FCP, SLB e SCP), a que se juntaram agora os vários clubes estrangeiros em que militam jogadores portugueses.
O resto, praticamente não tem qualquer relevância.
O Comité Olímpico de Portugal limita-se a distribuir bolsas de preparação olímpica aos atletas que vão sendo integrados.
Entretanto, o recém-nomeado Chefe de Missão Olímpica, declarou, um mês depois da sua nomeação, que já tem definido o perfil do seu adjunto. Bravo!
A pouco mais de ano e meio dos Jogos de Londres, a preparação da Missão Olímpica está no ponto de partida.
É o desinteresse total.
Dos Jogos só se falará, nos Órgãos de Comunicação Social, nas vésperas da partida para Londres.
Para onde enviarão, outra vez, jornalistas completamente ignorantes sobre aquelas estranhas modalidades.
Vicente Moura agora já não arrisca previsões.
O Governo não revela a menor preocupação. O que tinha interessado mesmo era a organização do Mundial de Futebol.
Eu arrisco uma previsão:
Dado o estado actual do Desporto Português, em plano inclinado, arriscamo-nos a sair de Londres sem qualquer medalha.
O que nos colocará, definitivamente, no grupo dos mais atrasados da Europa, com a companhia exclusiva dos micro-estados.
Com a população que temos, deveríamos apontar para 5 a 7 medalhas, o que significaria ter 15 a 21 medalháveis.
Mas ninguém se importa.
Pois se podemos ter dezenas de medalhas nos Paralímpicos…
O que interessa, para já, são os eventuais reforços futebolísticos de Inverno.
Em Agosto de 2012, após os Jogos, alguém irá culpar a crise financeira pelos maus resultados olímpicos.
De que se falará durante uma semana, no máximo, em simultâneo com os eventuais “reforços” dos 3 grandes para 2012/2013, que continuarão a encher as capas dos jornais desportivos, diariamente, com nomes de jogadores sul-americanos desconhecidos.
E o Benfica e o Porto deixarão de jogar com 9/10 estrangeiros. Passarão a jogar com 11.
É a paixão pelo Futebol…
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José Manuel Meirim
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sábado, 20 de novembro de 2010
A candidatura
O que pode trazer de bom para Portugal uma eventual atribuição da organização pela FIFA do Mundial de Futebol de 2018 ou 2022?
Portugal é, actualmente, o país mais fraco da Europa em Desporto, com excepção dos micro-estados, seja qual for a perspectiva racional em que o tema seja abordado. É fácil prová-lo.
Em termos de cultura desportiva, para a quase totalidade da população, desporto é futebol, clubite, e Cristiano Ronaldo.
Os pivots da RTP, nos Telejornais, quando falam em Selecção já nem dizem a que modalidade se estão a referir. É só futebol.
A haver grandes investimentos governamentais em Desporto, tendo em atenção o verdadeiro interesse nacional e a mudança de mentalidades, deviam ser dirigidos para a criação de condições para uma progressiva afirmação nas modalidades olímpicas, com uma estratégia clara de desenvolvimento, pensando sobretudo nos Jogos Olímpicos, essa sim, a grande montra mundial do desenvolvimento desportivo.
Mas não.
Para além do mexa-se e caminhadas, a aposta vai para a organização, a meias com a Espanha, já que o nosso passado desportivo é, comparativamente com os outros países europeus uma desgraça, de um evento que só vai trazer para Portugal:
1) A possibilidade de recuperar e actualizar tecnologicamente alguns dos Estádios do Euro 2004, então já com 14 ou 18 anos;
2) Dar visibilidade a personagens que são autênticas nulidades e que são responsáveis pelo atraso do desporto português;
3) Em época de crise, com um endividamento externo incomportável, encomendar prejuízos de centenas de milhões de euros, que o povo terá também um dia de pagar.
Sejamos contra este inacreditável desígnio nacional, mais uma machadada asfixiante no desporto olímpico português em favor da futebolite.
Revoltemo-nos e sejamos capazes de fazer ouvir a nossa revolta!
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José Manuel Meirim
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Preparação olímpica?
Um texto de Luís Leite.
Os próximos Jogos Olímpicos vão realizar-se em Londres no Verão de 2012.
Em finais de Setembro de 2010, ou seja, pouco mais de um ano e meio antes do início dos Jogos, o Comité Olímpico de Portugal escolheu o Chefe de Missão Olímpica.
O Chefe de Missão Olímpica é o responsável máximo pela representação nacional e coordenador de todas as actividades relacionadas com a preparação e com a presença em Londres.
Como se explica que um país do mundo dito civilizado e membro da União Europeia só decida escolher o Chefe de Missão quando já passou mais de metade da Olimpíada, ou se preferirem do ciclo olímpico?
Nada tenho contra a pessoa escolhida.
Mas não será estranho que, no acto de posse, tenha afirmado que a equipa que irá escolher (será ainda este ano?) terá que ser uma equipa profissional, composta por pessoas capazes e experientes?
O que é que isto significa?
Olhando para o panorama actual do Desporto português e tendo em consideração que o máximo que conseguimos foram 3 medalhas em Los Angeles e Atenas e a média geral das participações portuguesas é de 1 medalha, as expectativas para Londres são, digo eu, muito más.
Dificilmente ultrapassaremos o intervalo habitual (0 a 3 medalhas), que nos atirará ainda mais, no medalheiro geral, para a cauda dos países europeus, à frente apenas apenas dos micro-estados.
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José Manuel Meirim
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