terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O raro acontece!

Ter sido publicado em 1.ª página de um jornal generalista um título como “Portugal brilha nos europeus de crosse” a encabeçar a foto de uma atleta, Ana Dulce Félix, em plena corrida, é, efetivamente, um acontecimento jornalístico raríssimo.

Bem sabemos que tal proeza, obter a medalha de prata nos campeonatos da Europa de corta-mato, é notícia que bem merece a localização e o espaço dedicados, contudo não é esta, infelizmente, a cultura informativa que reina entre nós. Por isso, valorizamos enormemente esta circunstância em detrimento das notícias, do mesmo dia de ontem, das primeiras páginas dos jornais desportivos dominadas pelo feito da “estrela benfiquista”: “O diabo tornou-se anjo” (A Bola); “A desforra de Cardoso” (Record); “Cardozo não falha duas vezes” (O Jogo). Nem uma linha para Portugal e para a vice-campeã nestas primeiras páginas, às quais caberia, por maioria de razão, dignificar e valorizar tão brilhante resultado internacional.

Ao dominar a cultura da invisibilidade e da falta de informação no que respeita à participação das mulheres no desporto em Portugal, está instalado um circuito de “pescadinha de rabo na boca” traduzido em: à menor invisibilidade, menor possibilidade de captação de recursos, à menor captação de recursos, menor possibilidade de desenvolvimento.

E em muitas situações em que as atletas saem das zonas de sombra, são recorrentes as apologias da beleza e da feminilidade como algo a preservar em contraposição a determinadas práticas desportivas que possam ser prejudiciais a uma suposta natureza feminina. Bem sabemos que em muitos casos a neutralidade do discurso dos media é falsa.

É por demais evidente que as práticas e os discursos dos media participam da constituição das representações sociais, produzindo, no âmbito em questão, sentidos, estereótipos, esquecimentos e silenciamentos para muitas mulheres e raparigas de Portugal.

Temos pois, um imprensa que, a este nível, para além de não promover desenvolvimento, desvaloriza e enfraquece a memória social do desporto.

28 comentários:

Fernando Tenreiro disse...

O Público até é dos jornais que mais fala de outros desportos.

Isto para sugerir que creio ser apenas uma corrência ocasional. Naquele dia eles acordaram voltados par aquele lado.

Um site de uma instituição pública fala-se mais do vice-presidente do que do desporto que se faz e é comum nas organizações públicas os respectivos líderes falarem de si próprios. Também não se alongam muito sobre os nossos campeões actuais nem do imenso trabalho de alguns líderes federados de sucesso.

Concordo consigo Cara Professora e também fiquei contente pela bela capa do Público.

Quanto às mulheres e à sua causa vai haver agora uma Presidente ou devo dizer Presidenta na Liga de Clubes. O desporto português cada vez mais 'a direito'.

Já a FPF mantém a 'manu económica', qualquer que seja o seu significado.

Bom Natal para todos.

Anónimo disse...

Por acaso também reparei na estranha importância dada este ano no Público ao Europeu de Corta-Mato, com a foto da Ana Dulce Félix, quando Portugal, em femininos e colectivamente, tem ganho quase todos os anos a medalha de ouro... São já muitas dezenas as medalhas conquistadas em Europeus de Corta-Mato por atletas portugueses, masculinos e femininos, incluindo muitíssimas de ouro.
Julgo que deve ter sido um acto de loucura (?) ou grande distração do editor, ainda por cima num jornal nacional de referência e generalista.
Muito estranho...

Quanto à segunda parte do texto, não me revejo nos argumentos da Maria José.
A discriminação existe, sempre existiu, mas sempre a favor do Futebol e em detrimento das outras modalidades.
Existe no Futebol, porque o Futebol feminino também não tem conseguido afirmar-se internacionalmente o suficiente para captar as atenções.
Aliás, há modalidades colectivas que, pela especial virilidade que encerram, são mais próprias do género masculino, notando-se muito a diferença na "performance", como no Futebol e no Râguebi.
Nas modalidades individuais e nas colectivas em que não existe contacto físico, a diferença na performance não é tão evidente.
Isto sem pretender concluir que se descrimine. É uma questão de interesse relativo do público desportivo.
De um modo geral, não concordo que exista descriminação jornalística de género.
Isso é coisa do passado.

josé manuel constantino disse...

Texto muito oportuno.Parabéns!

Equipas Femininas de Futsal do CRC Quinta dos Lombos disse...

"... Aliás, há modalidades colectivas que, pela especial virilidade que encerram, são mais próprias do género masculino, notando-se muito a diferença na "performance", como no Futebol e no Râguebi..."

Caro(a) anónimo(a)... vive em que século e em que país???

Armando Inocentes disse...

Vejam quantos títulos nacionais de futebol feminino tem uma equipa de Sintra....

Vem nos jornais?

Tem patrocinadores para aparecer os seus logos nas imagens?

Armando Inocentes disse...

Sobre a "virilidade" aconselho a leitura do post "Daquilo que ainda é tabu no mundo do desporto!" em http://karatedopt.blogspot.com/2011/05/daquilo-que-ainda-e-tabu-no-estranho.html.

Cumprimentos a todos os comentadores!

Anónimo disse...

Em primeiro lugar há que saudar o artigo, da Profa Maria José Carvalho, com esta chamada de atenção para a primeira página de um diário não desportivo. Maior ainda é o realce quando no mesmo dia o jornal Record, sobre o mesmo assunto, não tinha qualquer referência fotográfica ou de texto na sua primeira página.
Justiça seja feita, não é de todo a primeira vez que o jornal Público e mesmo o Diário de Notícias colocam fotografias de campeões do atletismo na primeira página. Curiosamente a dimensão dessas imagens é quase sempre superior à das imagens que os jornais desportivos lançam na primeira página. Afirmo o que não posso provar, até porque me parece paradoxal,mas tudo me leva a crer que a cultura desportiva dos editores dos jornais não desportivos é muito superior à dos editores dos jornais desportivos.
Mais, estou certo que neste aspecto os jornais desportivos, teimosamente, lidam com os seus leitores como se eles fossem tão ignorantes quanto eles, como se também os leitores confundissem sistematicamente desporto com futebol.Parabéns aos editores do Público e do Diário de Notícias.Lembrem-se, também, de outras modalidades. Não deixarão de vender jornais, antes pelo contrário, se as expuserem ao grande público.
As jogadoras do futsal têm toda a razão. Quem nega a existência de discriminação da mulher em relação ao homem em quase todos os campos de actividade na nossa sociedade, não tem os pés no chão, não é de cá, vive noutro mundo.
São leituras deste tipo sobre o desporto feminino e masculino que, precisamente, levam à discriminação.
Nesta perspectiva as mulheres têm sempre que ser tratadas com jeitinho para não se magoarem.Que se cuidem, também, porque ainda vão ouvir que o vosso equipamento, calções largos e meias grossas até ao joelho, não favorece uma entrada na primeira página de qualquer jornal.
Ah e se não sabiam ficam a saber,algumas modalidades são mais PRÓPRIAS do homem do que da mulher. Pimba...
Cuidem-se, porque os censores andam por aí.Estão avisadas.

Anónimo disse...

Parece que há quem duvide de que o nível performativo e o consequente interesse do público é diferente entre o Futebol e o Râguebi masculino e feminino.
Ou seja, acham que eu sou um troglodita por não ser hipócrita.
Eu não nego o direito de as mulheres jogarem Rugby, praticarem Boxe, Full-contact, etc.
Acham sinceramente que são modalidades tão próprias das mulheres como dos homens?
Acham que as mulheres no teatro de guerra têm o mesmo rendimento médio dos homens?
Acham lógico que se dê a mesma importância ao nível da comunicação social ao Futebol e ao Râguebi masculino e feminino?
Já alguma vez viram o Futebol Americano Feminino em que as jogadoras usam apenas soutien e cinto de ligas e fazem operações plásticas ao peito para poderem captar a atenção do público e da comunicação social?
É discriminação positiva ou negativa?
As coisas não são assim tão simples e há que contar com as características intrínsecas das modalidades e o seu nível de espectacularidade.
Nada é igual.
Tudo é diferente.
Se eu sou troglodita há quem seja politicamente correcto mas hipócrita.

Anónimo das 19.58h

Equipas Femininas de Futsal do CRC Quinta dos Lombos disse...

De certeza que o(a) anónimo(a) não viu a final do Campeonato do Mundo Feminino de Futebol. A qualidade não tem ver com o sexo mas sim com outros factores... experimente ver a qualidade das equipas masculinas que treinam 2 vezes por semana ao final do dia...

Anónimo disse...

Mulheres para a cozinha, homens para a caça e para defesa, já!
O anónimo das 14:35 esquece-se que entre anónimos não há qualquer razão para haver hipocrisias. Apesar da cobardia inerente ao estatuto de anónimo, esse mesmo estatuto possibilita precisamente dizer-se o que se pensa.

Anónimo disse...

Aqui o "troglodita" nunca discriminou o desporto feminino.
O "troglodita" (não hipócrita) apenas constata que existe uma coisa chamada MERCADO (lei da oferta e da procura), que é decisivo na escolha daquilo que é mais ou menos significante e mais ou menos relativamente importante, neste caso na área do desporto.
Assim como considero exagerado e desproporcionado o relevo dado às medalhas obtidas por Portugal no Europeu de Corta-Mato na capa do Público, também considero ridículo que se queira dar igual importância a todas as modalidades e em ambos os sexos.
A importância das modalidades desportivas varia muito nos diversos continentes e com as diversas culturas.
Só na Índia, há mais interessados (jogadores e público) no Cricket que habitantes na Europa. E não ligam ao "Soccer".
No Japão, esse país tão atrasado, há mais interessados no beisebol que toda a população da península ibérica. E só é jogado por homens.
Nos Estados Unidos, outro país atrasado, o hóquei no gelo e o beisebol só são jogados a sério por homens.
Há modalidades que suscitam muito mais interesse em cada país e têm um muito maior número de praticantes e de espectadores.
É normal.
Na Europa já não se pode falar em discriminação de género no desporto.
O que há é níveis diferenciados de rendimento desportivo, com o consequente maior ou menor interesse da população.
Preocupa-me muito mais o papel asfixiante que o Futebol tem em Portugal por razões de aproveitamento político e menoridade intelectual da esmagadora maioria da população, que é analfabeta funcional.
Quanto ao Futsal, é uma variante futebolística menor, sem expansão mundial, seja no masculino ou no feminino.
O futuro do desporto português está obviamente nas "caminhadas".
Femininas, de preferência, como se constata periodicamente.
Esperemos que venha a ser modalidade olímpica.
A andar devagarinho de vez em quando ninguém nos bate, pelo menos em quantidade...

joão boaventura disse...

Estimada Maria José

Apenas uma chamada sociológica, sem retirar o mérito ao Público, para lembrar que a direcção do jornal está sob a alçada de Bárbara Reis.

Mas felicito-a pela chamada de atenção.
Nunca é demais.

Bom Natal

Equipas Femininas de Futsal do CRC Quinta dos Lombos disse...

Caro Anónimo,
É engraçado que fale nos EUA onde o futebol é jogado a sério... por mulheres. Em que é que ficamos? Pensamos que deve estar um pouco confuso. Mercado, negócio, qualidade, rendimento, sexo...

Falemos cultura desportiva e igualdade de oportunidades.

Saia do seu gabinete e venha para o terreno verificar a dificuldade de prática. Venha ver a que horas se treina, quantas horas e em que condições. Talvez assim comece a dar valor a conquistas que se vão fazendo, devagar... mas com muito valor. Porque as vitórias têm mais sabor quando são implicam superação. E no feminino as conquistas feitas dia a dia pela "luta" diária pela prática desportiva. Deixo-lhe um vídeo de uma final de uma modalidade "menor" mas com muita qualidade. http://www.youtube.com/watch?v=K38LkB-Rs7I&feature=share

Anónimo disse...

Caro Equipas Femininas, etc...

Quando fala em Estados Unidos é preciso perceber alguma coisa do assunto.

1) São a maior potência desportiva mundial na relação população/sucesso desportivo global/prática desportiva diversificada/contributo do Desporto para o PIB.

2) Quando fala em futebol no Estados Unidos está a falar de quê? De american Football (NFL, NCAA, etc.), de Soccer ou de Futsal?

3) Já viu ou não algum jogo de american Football feminino?

Pelos vistos você quer ensinar-me qualquer coisa relacionada com cultura desportiva e igualdade de oportunidades.

Terá lido o que eu escrevi?
Confuso eu? Com quê? Com o Futsal?

O acesso ao Desporto em Portugal é actualmente igual para rapazes ou raparigas, homens ou mulheres.

Não existe qualquer discriminação.

Anónimo disse...

Este homem ou mulher, sei lá,é imparável e impagável.
Quando afirma "Não existe qualquer discriminação" revela que é um autêntico ET.
Basta observar o que os jornais ou a TV reportam sobre o desporto feminino para concluir que existem muitas reservas sobre ele.
Agora fala do MERCADO. É extraordinário. Quando lamenta que o nosso país é um país dominado pelo negócio do tutebol, não justifica isso com o MERCADO. Justifica isso com a ignorância, falta de cultura desportiva etc etc. Agora apresenta o MERCADO e o nível/qualidade da performance do desporto feminino. Boa...
Volte depressa para o seu planeta se é que não habita mesmo noutro planeta.

Anónimo disse...

Essa do argumento inter-planetário...

Repito o que afirmei com toda a clareza e serenidade:

Em Portugal 2011, não existe qualquer discriminação de género no acesso e na prática desportiva, como se pode comprovar pelos excelentes resultados internacionais obtidos por inúmeras desportistas nas modalidades Atletismo e Judo.

Não sou extraterrestre.
Mas, como disse, também não sou hipócrita e ando metido no desporto português há várias décadas.

Anónimo disse...

O argumento MERCADO é válido para todas as modalidades, incluindo o Futebol.
E, como disse, o mercado comporta-se de acordo com as circunstâncias relacionadas com o grau de desenvolvimento de cada país e também com preferências culturais.
Como é óbvio...

joão boaventura disse...

Em contraposição a "o raro que acontece"
há sempre coisas que se vão discutindo e fazendo para pôr as raparigas a jogar.

josé manuel constantino disse...

Maria José
Foi positivo,como então assinalei,pegar neste tema.Sinto-me convocado a ir ao debate.Assim farei em próximo post.

Anónimo disse...

Caros amigos:

As raparigas praticam ou não praticam Futsal ou outra modalidade desportiva qualquer porque querem ou não querem.
Acho normal que quem gosta de uma modalidade desportiva faça tudo para promovê-la.
O que não acho normal é acharem-se discriminadas porque foram vice-campeãs do mundo de Futsal e isso não foi notícia de primeira página.
Quantos países jogam Futsal feminino?
Qual a importância relativa de Portugal ser vice-campeão do mundo de Futsal feminino?

Armando Inocentes disse...

A importância só é relativa (ou não!) quando nos bate à porta (ou não!).

Os jornais colocam na 1ª página o que vende... e por vezes até há outros interesses económicos atrás do que figura na 1ª página.

O desporto no feminino é descriminado, marginalizado, em termos de comunicação social, em relação ao seu congénere masculino? Claro que é, tal como outras modalidades que não o futebol ou como os paralímpicos...

Dever-se-ia exigir à comunicação social "para títulos iguais, notícias iguais", independentemente de géneros, de escalões etários ou de modalidades!

Anónimo disse...

Caro Armando Inocentes:

Normalmente concordo consigo.
Desta vez não.

Vejamos:

É ou não legítimo que os jornais privados tenham opções de índole meramente comercial, de acordo com a sua linha editorial?

Quanto ao sector público da comunicação social a situação é diferente, já que deve prevalecer o interesse público.
Este, ou está legislado e regulamentado ou não.
De qualquer modo, os critérios editoriais devem respeitar aquilo que está definido pelo Governo como de interesse público.

Não é portanto razoável exigir-se à comunicação social em geral relevo informativo igual para títulos desportivos iguais.

Obviamente um título olímpico numa modalidade de grande expansão mundial, com milhões de praticantes federados, não pode valer o mesmo que um título paralímpico numa modalidade e escalão onde apenas praticam umas dezenas em todo o mundo.
Como não vale o mesmo um título mundial numa modalidade de grande expansão mundial, com milhões de praticantes federados (mesmo que não seja olímpica), que um título mundial numa modalidade que apenas é praticada em poucas dezenas de países por uns poucos milhares de desportistas.

Tudo isto independentemente de serem desportistas masculinos ou femininos.

A prova de que não existe, pelo menos desde os anos 80, qualquer discriminação de género na comunicação social, está patente na importância que foi dada aquando da obtenção de títulos olímpicos ou mundiais por Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, Carla Sacramento, Vanessa Fernandes e Telma Monteiro entre outras.

Armando Inocentes disse...

OK! Dou-lhe razão e um exemplo que conheço de perto:
- Karaté: 16.000 praticantes
- último campeonato europeu de cadetes e júniores: uma medalha de prata e duas de bronze!

Ouviu falar? Viu algo? Leu alguma coisa? Ou 16.0000 praticantes não são nada?

Já sei... vai dizer que não é modalidade olímpica!

Anónimo disse...

Como é óbvio, o relevo concedido pela comunicação social portuguesa (ou de qualquer outro país) não tem a ver com o número de praticantes federados em Portugal (ou em qualquer outro país), mas sim com o número de praticantes federados a nível mundial.
E com o interesse relativo do público desportivo em cada país pelas diversas modalidades.

Em Portugal, por exemplo, existe um enorme interesse pelos desportos motorizados, que não são olímpicos e até nem têm assim tantos federados...

Os critérios de selecção de modalidades olímpicas (IOC) passam, não só mas também, pelo número de praticantes a nível mundial, tradição/longevidade e universalidade de cada modalidade desportiva.

Você sabe isto tudo tão bem como eu.

Armando Inocentes disse...

Por acaso sabe quantos praticantes federados a nível mundial o Karaté possui?

Se em Portugal é a 6ª modalidade, basta imaginar... e Karaté existe desde 1936!

Já agora, que fala em desportos motorizados, em Janeiro falou-se em Hélder Rodrigues - de certeza que sabe sabe quem é e quais os motivos! O "motard" nessa altura ficou em 3º lugar mas era o... DAKAR! Ouviu falar nele este mês? Pergunto só porque se sagrou Campeão do Mundo de todo-o-terreno! Mas não foi no DAKAR!!!

E este mês ouviu falar (ou leu, ou vislumbrou na TV) de uma jovem de 18 anos chamada Inês Correia? Só pergunto porque se sagrou Canpeã do Mundo de Kitesurf... mas é kitesurf! Quantos federados tem no nosso país ou no mundo? NÃO SEI! Há quantos anos existe? DEVE SER MAIS NOVO QUE EU! Mas quantas horas treina a Inês por dia? Que apoios tem do Estado? Que patrocinadores possui? Que receitas turísticas entram no nosso país graças a ela?

Pois é, não estamos de acordo nestas discordâncias...

O eu saber isso tão bem como o anónimo, não quer dizer que tenha de ser assim... por isso mesmo é que a Prof.ª Maria José trouxe o "Público" à baila...

Grande abraço!

Anónimo disse...

Caro Armando Inocentes:

Não vou acrescentar mais nada ao que escrevi sobre estes assuntos, porque está tudo dito.
Cada leitor fará o seu juizo.
Obrigado.

Armando Inocentes disse...

Perante os factos...

Luis Melo disse...

Excelente e certeiro post. Sobre este assunto tenho escrito também muitas vezes. A última dos quais no Sovolei, à qual sugiro leitura: http://www.sovolei.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6181