terça-feira, 27 de novembro de 2007

Soixante -huitard sempre ou o que fazer?

O país recebido da ditadura, a construção do regime democrático e a matriz genética dos partidos com vocação governativa (o PS e PSD inscreveram nos seus manifestos constitutivos a criação de uma sociedade socialista , o CDS falava de uma sociedade sem classes e o PCP tinha e tem como objectivo a criação de uma sociedade comunista), explicam, em parte, que o modelo seguido para o desporto tenha ido buscar a sua inspiração aos países de forte intervencionismo estatal, designadamente a França. Este modelo constitui a maior da referências (em alguns casos, a única) sempre que se aborda o papel do Estado relativamente ao desporto. O paradigma deste modelo está traduzido na ideia de “plano”, (que chegou a ter tradução legislativa) como comando e motor orientador do desenvolvimento desportivo, a que deveria reportar toda a estratégia nacional subordinada à acção volitiva e condutora do Estado. O “Plano” que deveria ser integrado e incluir tantos sub-planos quantos os sub-sistemas do sistema desportivo (escolar, autárquico, equipamentos, alta competição, etc,) parte da ideia de que o desenvolvimento desportivo é unipolar que pode ter um centro e um comando (o Estado e quem o governa) que possuidor de uma determinada “razão” dirigiria tudo o resto e seria a fonte de inspiração do desenvolvimento do desporto. Bastaria que houvesse, dizem, vontade política. Só que a política não é um mero exercício da vontade e as sociedades não são o que querem, mas o que podem a partir da sua história e das suas circunstâncias. A geração “soixante –huitard”,a minha geração, foi formatada para este modelo. Muitas pessoas ainda acreditam que este é o caminho e que sem ele o país dificilmente atingirá patamares de desenvolvimento superiores. E para tanto reclamam por um “um plano integrado de desenvolvimento desportivo”.E são sinceras nesse acreditar e nesse pedir. Respeito essa opinião mas dela me afasto. Esse modelo, entre outros suportes, requer um forte e contínuo investimento financeiro. Quando Bagão Félix, desconfio que com a cumplicidade de Maria José Nogueira Pinto, deu o golpe no financiamento ao desporto com a criação do Euromilhões o sistema quase que colapsou.O que ficava do orçamento do Estado servia para pagar a estrutura administrativa. O actual governo corrigiu, e bem, esse desvio, mas não resolveu , nem tem meios financeiros para tal, a questão de fundo. Continua a viver do que a Santa Casa mensalmente lhe envia , ou seja do que os portugueses gastam no jogo. Não há economia que aguente um orçamento de Estado que se absorvesse nos trabalhos da “planificação desportiva ”, nem o grau de dispersão e complexidade de entidades e agentes intervenientes nos processos desportivos permite uma lógica de desenvolvimento centralizado. A pluralidade do desporto (como se pratica, como se organiza e como se financia), a sua multipolaridade actual tornam impensável uma lógica de desenvolvimento centralizado. O desporto unidimensional que se quer “planificar” já não existe. E a sociedade que pode acolher um desporto “planificado” é outra que não as democracias. O Estado tem de cumprir bem, menos coisas. O que significa que tem de dispor de uma “estratégia”e de ter ”objectivos”.Deve tornar claro aquilo que pretende dedicar-se de modo exclusivo e as missões que entende dever partilhar ou delegar em outros corpos sociais intermédios e as tarefas que devem ser do domínio exclusivo do movimento associativo e da iniciativa privada. Muitas das tarefas que o Estado se ocupa em matéria de desporto são desnecessárias e podem ser asseguradas por outras entidades, públicas ou privadas. Muito do serviço público não tem necessariamente que ser assegurado pelo Estado. De resto, parte desse serviço, ele já não se ocupa se é que alguma vez se ocupou. Na grande maioria das necessidades o Estado já está ausente Uma coisa é o que obrigam os diplomas legais outra a realidade. Já era bom que o Estado assegurasse o que é sua estrita obrigação e não tem quem o substitua. Por exemplo: a formação desportiva através da escola. Se o conseguisse fazer seria um excelente contributo ao desenvolvimento desportivo do país. Não deveria, de resto, pensar em muitas outras coisas enquanto não resolvesse esta. Mas por vezes quase que se é levado a acreditar que pensa e fala de outras, para esquecer esta.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Orgânica a mais e política a menos

Se o desporto deixasse de ter na orgânica do Estado qualquer secretaria de estado ou ministério qual era o mal que isso causava? Os resultados desportivos regrediam? O número de praticantes baixava? Acabavam os clubes, os dirigentes desportivos, os treinadores e os atletas? Não se construíam mais instalações desportivas e as que existem teriam tendência a desaparecer? As selecções nacionais perderiam as competições? Se o financiamento às organizações desportivas fosse assegurado por uma qualquer entidade integrada em outra unidade orgânica do Estado que prejuízos daí advinham? A questão colocada, deste modo, pode parecer absurda e até provocatória, mas insisto: que matérias ficariam desprotegidas? Talvez a da regulação do sistema através da produção normativa. É isso assim tão necessário? E o que é, não pode ser assegurado por uma outra entidade? O estado a que chegou a administração pública desportiva demonstra que não é por estar desorganizada, desleixada e ineficiente que o país desportivo parou. Mais. Tem revelado que, excepção aos financiamentos públicos, não é necessária para mais nada e é dispensável para quase tudo. O ministro faz o que lhe dizem para fazer. Não é brilhante mas cumpre o seu papel. Atinge os objectivos mínimos. E quem lhe diz o que fazer reconhece-se no que diz, mas não se avalia pelo que faz .Como é comum aos políticos profissionais ganha em pose e em discurso o que lhe escasseia em obra. Um e outro são perfeitamente dispensáveis. A orgânica do governo para o desporto é excessiva para tão pouca política.

Bater umas bolas

Tive ocasião de visitar neste fim de semana o Porto, local onde vivi no passado. Desta feita, por entre compromissos profissionais, surgiu a oportunidade de revisitar a cidade.
É curioso recordar os diversos polidesportivos e pequenos campos de jogos, alguns dos quais improvisados em locais ermos, bem como os playgrounds onde se juntavam diversos jovens para jogar basquetebol, o que tornava relativamente fácil encontrar um espaço de recreio desportivo na época.
Hoje, ao passar junto daqueles locais, constatei que a maior parte foram demolidos e reconvertidos em parcelas de áreas residências, parques de estacionamento, ou, em alguns casos, alvo de intervenções de requalificação e reconversão em pavilhões desportivos ou polidesportivos semi-cobertos.
Ao confrontar um colega com responsabilidades técnicas na gestão de instalações desportivas da cidade obtive a resposta já esperada: O crescimento da malha urbana obrigou à racionalização dos espaços públicos e à sua transformação, incluindo os espaços desportivos.
A espontâneidade das relações sociais que se criavam nas instalações desportivas descobertas tornavam possivel as pessoas encontarem-se para um jogo de basquetebol (no meu caso) a qualquer hora, sem uma rigidez de horários e normas de utilização rigidas, como ocorre nas instalações cobertas mais estandardizadas. "Havia sempre alguem para jogar".
No entanto, o desrespeito de alguns utentes que prolongavam a utilização para períodos nocturnos, perturbando o descanso dos moradores, bem como a "colonização" dos pequenos campos descobertos para actividades condenáveis pela comunidade encaminharam estes espaços para o seu fim.
Não deixa ainda assim de ser marcante, como se dá conta numa visita ao Parque da Cidade, a tendência para o retorno à prática desportiva informal em espaço público, sem qualquer enquadramento técnico.
Esta forma de requalificar a cidade através do desporto, pelos laços sociais referenciados a um lugar central, encontra nos parques e jardins públicos um pouco do que perdeu na cultura de playground, a qual ajudou a formar muitos dos nossos melhores basquetebolistas.
É saudoso recordar estes redutos de fuga a um desporto mecanicista e estandardizado, tipico de uma sociedade industrial, que olha para as instalações desportivas, como locais codificados e monofuncionais, numa perspectiva de fábricas de atletas.
Hoje quem procura um espaço apenas para "bater umas bolas" e encontrar alguém para um 3 x 3 tem muitas dificuldades. E não é só no Porto...
Felizmente que o Bull & Bear e a Casa Nanda se mantiveram fieis às suas raizes...

domingo, 25 de novembro de 2007

O Futebolês

Em tempos, houve “a bola à flor da relva”, o “remate com o pé que está mais à mão”e o”jogador que tinha a vantagem de ter dois pés”.Hoje os tempos são outros e a literacia do “futebolês”evoluiu muito. Existe a “pressão alta”, a “imaginação dos pés” ,o “ganhar da segunda bola”, o” remate em trivela”,(peço desculpa se não é assim que se escreve mas o Dicionário da Academia das Ciências não contempla ainda o vocábulo)”as “basculações e as compensações”.Tudo bem até à pretérita quarta-feira quando o narrador de serviço na televisão subitamente disse”lá vai o Harry Potter”. Reparei que quem “ía” era um dos nossos. Aí tive de me socorrer do meu filho que me explicou que era o nome atribuído ao especialista do “remate em trivela””pelos seus dotes de mágico. Ouvi, calei e pensei: o “futebolês” constituiu-se como um irmão mais novo do “eduquês”e do “politiquês”com quem, de resto, faz constantes permutas vocabulares. Uma verdadeira revolução lexical em que o jargão futebolístico revela uma enorme criatividade semântica que pede meça aos “sound-bytes” do Dr.Paulo Portas.

sábado, 24 de novembro de 2007

Quer ver a Taça da Europa de Atletismo?

Não estranho o fulgor e o sucesso que atingiu o futsal na actualidade, bem expressos no desempenho da selecção nacional masculina no Campeonato da Europa, nos milhares de pessoas que acorrem ao pavilhão multiusos de Gondomar para assistir a este evento e nas elevadas audiências televisivas da SIC, que optou por transmitir os jogos da nossa selecção.
Estranho sim, que o Ministro dos Assuntos Parlamentares não tenha incluído em 2006 esta participação desportiva nacional na lista dos acontecimentos qualificados de interesse generalizado do público, como o João Almeida bem sublinhou em texto anterior.
Se situações deste tipo estão ultrapassadas para 2008 devido à inclusão da participação das selecções nacionais "A" nas fases finais dos Campeonatos do Mundo e da Europa das diversas modalidades desportivas, continuam outras a ser marginalizadas por despacho e que revelam inegável interesse público generalizado. Referimo-nos designadamente à Taça da Europa de Atletismo, a prova colectiva mais importante do atletismo nacional, que se disputará em Leiria entre 21 e 22 de Junho próximo.
Facto estranho este se ainda atendermos ao projecto de contrato de concessão do serviço público de televisão que valoriza a programação respeitante ao desporto amador e ao desporto escolar (cláusula 9.ª).
Assim, se quisermos ver em sinal aberto os nossos melhores atletas, mesmo antes de rumarem aos Jogos Olímpicos, bem como outras vedetas internacionais, resta-nos esperar que a Federação Portuguesa de Atletismo invista mais de 30.000 euros como o fez para a transmissão de 2005. Belo serviço público de televisão…

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Trinta toques seguidos na bola

Com o devido respeito pelos sucessos desportivos nacionais, a semana fica marcada pelo Bruno que quer ser Cristiano.
A imprensa relatou que na "escolinha" Bragafut há um prodígio de oito anos. Os jornalistas nem sabem como se referir ao Bruno. "Jovem jogador", "Jovem futebolista", "Craque-menino".
Não vi - culpa minha, por certo -, ninguém a mencionar a criança. Esta criança adora jogar à bola e, pelos vistos, tem muito jeito.
Daí que, outras "escolinhas", do Sporting e do Benfica, atentas, e obviamente preocupadas com a formação integral do Bruno, envidaram esforços para cuidar do futuro desta criança. A verdadeira história não a sabemos. Registam-se contradições, desabafos dos pais, afirmações do presidente do Benfica e mais alguns "ruídos".
O resutado final é, no entanto, conhecido. O Bruno encontra-se inscrito na Associação de Futebol de Lisboa, pelo Benfica e, ao que parece, com a devida assinatura do pai. Traição, clama o pai, para quem o "papel" assinado visava outra matéria que não a inscrição associativa.
O Bruno já não joga à bola com os amigos. O Bruno está triste.
Contemporaneamente, o Benfica e o FC do Porto, seguindo em parte o caminho já percorrido pelo Sporting, lançaram uma campanha de dissiminação de "escolinhas". A partir dos 3 anos, no Benfica.
O denominador comum nesses arranques, a motivação essencial, como foi sobejamente referido, é a projecção da «marca»: Benfica ou FC do Porto, este até em versão inglesa (Dragon Force). Obter mercado para os clubes. Para adquirir precocemente adeptos, vendas de equipamentos que mudam todos os anos (incluindo os alternativos) e um sem número de produtos de merchandising.
E, claro está, tudo isto sem descurar - qual pesca de arrasto - a hipótese de alcançar potencial técnico que, "vendido" ao estrangeiro, permita reduzir passivos ou jogar mão de "chicotadas psicológicas", bem como cometer desvarios e erros de gestão culposos, sem receio das indemnizações a solver e dos encargos a suportar.
Bem vistas as coisas, o risco é bem reduzido: só o Bruno não joga à bola.

A meditação budista

Reli as declarações do ministro do desporto a propósito do desporto escolar aquando da apresentação da lei de bases no parlamento. Finalmente, em 2007, o desporto escolar no 1ºciclo seria uma realidade, assegurava o senhor. Os factos aí estão a demonstrar que se equivocou. O que ocorreu foi o negócio das Câmaras municipais e das empresas com as actividades de complemento curricular (facultativas) e o funeral definitivo da educação física (supostamente obrigatória para todos) naquele grau de ensino. A situação não foi o que ele disse que ia ser como em algumas comunidades está pior. Muitas autarquias abandonaram os programas de apoio que tinham em detrimento das actividades optativas de complemento curricular. Este é um exemplo de como Portugal enfrenta no século XXI o que outros resolveram em meados do século passado. Não tem consciência desse facto e como não existe doutrina construída sobre as políticas as asneiras têm terreno fértil para medrar. O modo como o socialismo reformista procura superar a crise da social-democracia nada fica a dever ao modo como o comunismo procurou superar a crise do marxismo-leninismo: manter a vaga esperança de um política de esquerda superando a falência do Estado social e pescando o olho à reforma do capitalismo a partir da apropriação do Estado que se consome em tudo e mais alguma coisa mas que é eficiente em muito pouco. Se isto ocorre em termos políticos gerais, no domínio das políticas desportivas a tragédia é bem maior. Não há sequer questões doutrinárias ou ideológicas para confrontar. É o silêncio total. Para uma grande quantidade de questões, que nas sociedades modernas o desenvolvimento do desporto suscita, a política tem-se demonstrado sistemática e reiteradamente incompetente. A sobrecarga de asneiras é excessiva. As trivialidades dos discursos sobre o desporto um lugar comum. E os seus actores não o reconhecem. Pior: revelam uma suposta superioridade intelectual que subsiste graças à emigração do debate político em substituição da luta pelo poder do Estado. Um dos traços mais significativos da decadência e fraqueza do Estado e de quem o administra é a obsessão legislativa e regulamentadora. E como nem sempre se legisla com bom-senso, sucede, em alguns casos, que até se procura legislar o bom-senso. Tudo em nome de uma suposta modernização. Sempre a-ideológica e asséptica. O desporto na escola é o cemitério de todas as promessas. Como bem escreve António Barreto “o ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista “.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Recordar Kalimero

Lembram-se do encantador Kalimero e do That's an injustice?
Agora, na vida adulta, reviver o Kalimero é um exercício frequente, não nos desenhos animados, mas com personagens do quotidiano.
Ontem, voltei a recordá-lo em mais um momento alto de um dos Kalimeros da actualidade. Apenas com uma excepção: no fim não me devotei às lágrimas como outrora.

Respeito pela memória

Faleceu recentemente António Raio, uma das maiores glórias do hóquei em patins deste país.
A forma subliminar, quando não a ausência, de referência ao falecimento de desportistas nos jornais desportivos de grande tiragem é preocupante e lamentável.
O jornalismo desportivo, talvez mais do que outros tipos de jornalismo, contribuiu durante décadas para consolidar a identidade dos cidadãos com as maiores referências desportivas da nação, e foi crescendo à custa da mediatização dos seus feitos, em particular no hóquei em patins onde Raio se notabilizou nas primeiras conquistas internacionais.
É evidente que estas são notícias que não se coadunam com a voragem das vendas, mas o respeito pelo passado e pela memória desportiva de um país não tem preço.
Mais do que informar trata-se de reconhecer e atribuir, na ultima hora, o devido destaque àqueles que reservaram um lugar na história desportiva de Portugal e na memória de várias gerações.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

E depois?

Depois do arrasador relatório do Tribunal de Contas n.º 6/2005 de auditoria às responsabilidades da Região Autónoma da Madeira através do Instituto do Desporto da Madeira (IDRAM) no ano de 2001 e das posições assumidas por diversos políticos da região durante o processo legislativo de aprovação da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, no que respeita ao financiamento público desportivo...

Depois do Decreto Legislativo Regional n.º 12/2005/M, de 26 de Julho sobre o financiamento público ao desporto na Madeira e das alterações produzidas pelo DLR n.º 4/2007/M, de 11 de Janeiro, cuja aproximação à essência do regime jurídico dos contratos programa de desenvolvimento desportivo, nomeadamente no apoio ao desporto profissional, é assaz curiosa...

Depois das notícias do congelamento, por ordem judicial, das transferências do IDRAM ao Marítimo e Nacional devido a dividas fiscais, e posterior “ajuste” por transferência directa para as contas pessoais dos presidentes dos clubes no valor de milhões de euros...

Depois de confrontado com as acusações sobre este processo o ex-presidente do IDRAM ter confirmado tudo e explicado que "quando se colocou a situação de Marítimo e Nacional terem as contas bloqueadas, a única solução encontrada foi através de duas contas (dos respectivos presidentes) a pedido dos clubes..." com o objectivo de "pagar aquelas dívidas. Foi tudo claro"...

Depois das claras responsabilidades no incumprimento das normas legais sobre comparticipação financeira ao sistema desportivo que o Tribunal de Contas imputa ao IDRAM, o seu presidente veio oportunamente a ser eleito em Outubro de 2004 deputado regional ganhando assim imunidade quando o relatório se aproximava da sua tramitação final...

Depois do Tribunal de Contas solicitar na pág. 53 do referido relatório o seu envio ao Ministério Público... Veio-se recentemente a saber, através do Público, que o procurador decidiu arquivar o processo...
Depois disto e sabendo que 30% do orçamento anual da região se destina ao futebol profissional como fica a tão propalada sã concorrência, sustentabilidade e equilibrio do desporto profissional neste país?
Assim sendo o projecto, por vezes comentado, de um campeonato de futebol exclusivo para clubes da Madeira tem pernas para andar. A competitividade está garantida...